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Ecologia


ECOLOGIA

Watering young coffee plantsO café é uma planta tropical que cresce entre as latitudes de 25° N. e 25° S., mas cujo cultivo comercial requer condições ambientais muito específicas.  Fatores como temperatura, precipitação pluvial, luz solar, vento e solos são todos importantes, mas as exigências variam conforme as variedades cultivadas.

As temperaturas médias ideais vão de 15° a 24° C., para o Arábica; e de 24° a 30° C. para o Robusta, que suporta condições mais quentes e mais secas, mas não tolera temperaturas muito abaixo de 15°, como o Arábica, por períodos curtos.  A geada danifica todos os tipos de café e representa um perigo tanto no sul do Brasil como, mais perto do Equador, em altitudes em torno de 2.000 metros.

Em geral, o café precisa de 1.500 a 3.000 mm. de chuva por ano – o Arábica precisando de menos que as outras espécies.  A distribuição dos períodos de chuva e estiagem é importante para o crescimento, a formação dos botões e a floração.  A necessidade de chuva depende das propriedades de retenção hídrica do solo, da umidade atmosférica e da cobertura de nuvens, bem como das práticas de cultivo. 

Enquanto o Robusta pode ser cultivado entre o nível do mar e uma altitude de cerca de 800 metros, o Arábica se dá melhor em terrenos mais altos, sendo freqüentemente cultivado em áreas montanhosas.   Como a altitude se relaciona com a temperatura, o Arábica pode ser cultivado em terrenos mais baixos mais distantes do Equador, até onde a geada passe a impedir seu cultivo.  Todo café precisa de boa drenagem, mas pode ser cultivado em solos de diferentes profundidades, pH e conteúdo mineral, dependendo do uso apropriado de fertilizantes.

Árvores e arbustos são às vezes plantados para proteger os cafeeiros contra o vento, e vegetação de sombra, que pode gerar recursos pecuniários, como as bananeiras, é freqüente, criando um ambiente que imita o habitat natural do café.

Referências

Clifford, M.N. and Willson, K.C. (Editors) - Coffee; botany, biochemistry and production of beans and beverage. London, Croom Helm, 1985.

Wrigley, G. - Coffee. London, Longman, 1988.

PROPRIEDADES FÍSICAS DO CAFÉ

Todo produto alimentar tem características relacionadas com seu estado, aspecto ou aparência, tais como peso, volume, tamanho, forma, cor, solubilidade, teor de umidade, textura, etc.  O café não é exceção.  Entre o cafeeiro e a xícara, suas diversas características físicas, em suas diferentes formas, desempenham um papel importante no modo como ele é tratado e na concepção e construção do equipamento para processá-lo.  Ele é colhido quando sua casca, já vermelha, indica que ele alcançou a maturidade apropriada.  Mas tarde a cor se torna um guia para avaliar o grau de torra dos grãos.  Flutuação ou peneiramento são usados para separar fisicamente as cerejas defeituosas com base na densidade e para remover gravetos e pedras.  Tamanho, forma e cor são usados para classificar os grãos depois da secagem para uniformizar o teor de umidade dos grãos destinados a armazenamento.  Devido a sua textura porosa e esponjosa, os grãos podem ser contaminados facilmente por fungos microscópicos, adquirindo sabores desagradáveis ou odores intensos.  Podem também se deteriorar com rapidez quando se permite que eles se umedeçam em demasia.

O café é um produto natural e, portanto, variável, mas estas são algumas de suas propriedades físicas:

Densidade a granel 

(libra-peso/pés cúbicos)

Cereja vermelha

50

Grãos verdes molhados

50

Grãos secos ou pergaminho

25

Grãos de torra clara

23

Grãos de torra escura

18

Café moído grosso

19

Café moído fino

25

Rendimentos em peso

Processamento por via úmida: 550 lb de cereja fresca >> 225 lb de pergaminho molhado >> 120 lb de pergaminho seco >> 100 lb de café seco polido;

Processamento por via seca: 550 lb de cereja fresca >> 200 lb de cereja seca >> 100 lb de café seco polido;

A torrefação causa uma perda média de 16% em peso e um aumento de 50-80% no volume dos grãos.

Umidade

Cereja fresca: 50%
Grão verde: 8-13%
Café torrado: < 7% (dependendo da umidade)
Solúvel em pó: < 4%

Referências

Sivetz, M. and Desrosier, N.W. - Coffee technology.Westport, Connecticut, AVI Publishing Company, 1979.

Clarke, R. J. and Macrae, R. (Editors) - Coffee Vol. 1 Chemistry (1985) and Vol. 2 - Technology (1987). London, Elsevier Applied Science Publishers.


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